Quem disse que a chuva lava a alma?

on Mittwoch, 24 November 2010.

Estamos há uns 5 dias na Costa Rica. Desde que entramos nesta terra só chove.

Mas pelo menos com isso, arrumo, um pouco de tempo pra poder escrever alguma coisa no meu querido e mal cuidado blog. A chuva acalma os animos e  também nos obriga a esperar, testa nossa paciencia, porque contra a natureza nao podemos nada, ou melhor, já fizemos tanto, que agora é só revanche.

Passei dias sem escrever, nao por falta do que o que contar, pois todo dia acontece algo novo, vejo coisas novas, mas talvez seja por isso que nao escrevo mais. Foram vários países pelo meio de caminho, várias pessoas, tantas coisas. Mas parece que chega um momento que a cabeca fica tao cheia que esvazia por si mesma.

Por isso, assumo um compromisso comigo mesma (com quem mais?) e passar tudo a limpo, deixar minhas recentes memórias descansarem um pouco e talvez com um pouco de distancia me deixe ver as coisas de forma mais clara. Ou entender melhor tudo que aconteceu nestes últimos 4 meses. Meu Deus, nao foram poucas coisas.

Mas agora, resumindo, estou partindo em uma semana. Deixo meu amor pra trás e vou em busca de ir pra frente. A sorte, a minha, a nossa, está lancada.

Destinos

on Samstag, 30 Oktober 2010.

Nossa viagem até aqui nos levou a lugares espetaculares com Mont Assibione, Yellowstone, Canyonlands, Joshua Trees, Tulum, San Pedro e tantos outros, que nao caberia numa página inteira.

Mas também nos deu a oportinidade de conhercemor e revermos pessoas incríveis como Jeanie, Taylor e Grandmam em Springfield que nos proporcionaram conhecer uma América verdadeira. Viver aventuras com as alemas XX e Jennifer, que reencontramos várias vezes em diferentes cidades do Canadá. Em Puerto Morelos conhecemos Christine e Alain, donos da pousada que ficamos, que nos enfiaram no carro e nos apresentou um lindo, carinhoso e real México. Lá também trobamos com Nassim e Oliver, que reencontramos em Belize e nos acompanharam em momentos lindos, engracados e roubadas lá e até a Guatemala.

Thomas e eu nos encontramos muitas vezes e nos desencontramos também. O que vivemos juntos nesses últimos meses unirá nossas vidas e nossos destinos. Pois eu acredito que somos sempre resultados de nossas experiências e vivências, por isso pudemos nos reinventar, nos descobrir, nos rever como casal e pricipalmente como indivíduos.

Nessa nossa viagem, podemos refletir também sobre nossas vidas até aqui. Eu passei por momentos dificis na Alemanha nos últimos dois anos, principalmente em 2009, me deixei levar por uma tristeza, letargia e total descrenca em mim. Thomas pode comecar uma nova fase, depois da faculdade, comecou a trabalhar, conheceu pessoas, ganhou seu próprio dinheiro, saiu da casa dos pais, comprou seu primeiro carro, pagou suas prórpias férias, etc. Ou seja, nossos caminhos tomaram direcoes diferentes.

Foi entao, que resolvemos iniciar um novo trajeto, onde só deveria haver mao-única. Esse trajeto era Toronto (CA) - Sao Paulo (BRA). O problema é que tivemos algumas panes no caminho, a viagem em si, até aqui, foi extraordinária, mas os dois condutores tiveram alguns problemas. Entao resolvemos tomar alguns desvios para tentar chegar ao destino final juntos, ou melhor, nos encontramos lá.

Meu caminho encurtou e estou indo da América Central direto pro Brasil nos próximos dias. Vou com a esperanca e arrumar um trabalho mais rápido possível, colocar minha vida nos eixos, poder me olhar no espelho e ter orgulho de minhas realizacoes. Thomas vai continuar a viagem, viver seu sonho, deixar o dia de hoje decidir o destino do dia seguinte, tentar se desvencilhar do colete apertado, que é as vezes, crescer na cultura germânica.

Nao vamos tirar a última foto juntos, como era o meu maior desejo e disse no meu primeiro texto, mas vamos nos reencontrar fortalecidos, com a esperanca de termos uma vida inteira cheia de retratos bonitos.

Mexico!

on Dienstag, 19 Oktober 2010.

Depois de 12 semanas entre Canada e USA, chegamos ao Mexico.

Nosso caminho até aqui nao foi tao easy. México era nossa primeira opcao pra continuar a viagem, mas a previsao do tempo desaconselhava :-(

No sábdo (16/10) devolvemos o carro no aeroporto de LA, descemos no terminal da Aeroméxico, na esperanca de acharmos uma passagem baratinha em direcao a Cancun, mas sem muita conviccao. Lá ficamos ainda mais indecisos. Pedimos a Deus algum sinal do que deviamos fazer, mas como nao veio, apelamos pra internet.

Verificamos várias opcoes, inclusive ir a SP e depois Buenos Aires, subindo ao invés de descer. Bom, burrice, mas checamos. Muito caro, claro. Entao resolvemos ir para o Panamá. Fui comprar a passagem, mas me disseram que só podia comprar de ida com outra passagem que compravasse nossa intencao de sair do país. Bom, pra quem nao sabe pra onde ir nas próximas horas, tomar essa decisao nos chocou. Voltamos ao plano México - Canucn.

Mas isso já era lá pelas 5 da tarde, nao podíamos mais compra passagem pra lugar nenhum pelo internet, o que é muiiiito mais barato que no balcao. Resumindo: passamos mais de 36 horas no aeroporto de Los Angeles, dentro de um pátio de alimentacao, frente ao Mc Donalds. Isso foi uma experiência de vida para que se somar a nossas horas e horas dentro dos terminais e esperas do Greyhound Canadá e USA.

Cancun era nossa direcao, mas Puerto Morelos nosso destino. Depois de  confusoes com bagagem e portoes e mais esperas no aerporto. Chegamos a Kasitas Kinsol. Uma pousada no meio de Puerto Morelos, entre Cancún e Playa del Carmen, mas nada de tao turistica. Nossa pousada é no meio da cidade, onde só locais moram. É um barato andar pelas ruas sem calcadas, monte de cachorros, gente com o rádio alto, escutando baladas mexicanas, portas abertas. Muita coisa me lembra minha infância. Percebi que o México, aqui, está ainda 20 anos atrás de nós, pelo menos do mundo onde cresci.

Ficaremos aqui até domingo, no caminho Tulum em direcao a Belize, de lá alguns pontos da América Central até Costa Rica, depois de lá Deus, com a ajuda da internet, sabe melhor que nós.

O resumo dos Estados Unidos está faltando. Foram muitas coisas legais, outras um tanto quanto frustantes, como Los Angeles e perda de tempo lá, mas tenho muito coisa pra contar. Entao, inté!

Últimas

on Mittwoch, 13 Oktober 2010.

Estamos sem tempo de atulizar nosso site :(

Mas dando notícias: Depois da segunda vez em Las Vegas, fomos a Los Angeles. Tivemos muito azar com o tempo, choveu quase uma semana, o tempo que ficamos lá. Eu tentei aproveitar, ver alguma coisa, enquanto o Thomas ficou no hotel. Nao acho que Los Angeles vale uma viagem, se tiver de passagem ok, mas ir até lá pra andar na calcada da fama, nao vale a pena. Beverly Hills também nao é nenhum sonho. Enfim, EUA tem mais a oferecer.

Mas resumindo, depois quer detallhar mais: fomos de LA a San Francisco, esta sim uma cidade interessante e super bonita. Se Seattle já tinha sido legal, SF é melhor, pena que só pouco tempo lá. Vale voltar lá, um dia com certeza.

Estamos ainda na Califórnia, nosso próximo destinho ainda nao sabemos. Mas tentaremos atualizar nossas novas fotos.

Escrevo logo, com calma e com muitos detalhes.

Os lindos parques nacionais nos EUA

on Freitag, 01 Oktober 2010.

Quero contar uma coisa super fofa: no aerporto de Salt Lake City, enquanto Thomas e eu, como sempre, estávamos de bico virado um pro outro por qualquer motivo besta, vi uma cena super romantica, brega, mas romantica. Estava comendo meu muffin escondida atrás de um quiosque, onde vi um casal. A menina tinha acabado de desembarcar e ele a recebeu com uma rosa vermelha, se beijaram, se falaram. De repente, o menino se ajoelha, tira do bolso um anel de brilhante, no meio do areporto e eu li nos seus lábios: do you wanna merry me? Ela: what? What? Are you serious? What? Yes, Yes. Tao fofo, ele estava tao nervoso, ela meio chocada, meio boba. Foi lindo, fiquei até arrepiada. Mais uma cena que se vê nos filmes americanos, a vida retrada como ela realmente é.

Mas mudando de assunto. No meu último texto disse que estávamos indo em direcao a Las Vegas. Bom, fomos e voltamos.

É so seguinte, estivemos durante 4 dias em Vegas (volta a Las vegas em outro text, LV é um tema a parte). Lá alugamos um carrao, um Jeep Liberty, preto, tao chique. Mas que consumiu um horror de combustível. Por nossa sorte, estamos nos EUA. Deu até pra entender essa obsessao dos amis por petróleo, aqui é relativamente barato, pois a populacao depende muiito dele: tudo é bem longe e a maioria faz questao de ter carroes, pick ups e jeeps. Nao sei o preco da gasolina no Brasil, aqui o litro sai por volta de 2,20 reais, na Alemanha +/- 4,30 reais. Quer dizer, a metade. o Thomas aproveitou. Eu nao pude dirigir, mas banquei a madame do lado.

Com o nosso super mega Jeep fomos ao Grand Canyon. Pra chegar até lá tivemos que pegar a Route 66. Nao é piada, pegamos a estrada no final do dia. Essa foi mais uma razao pra briga: O Thomas queria muito atravessar a estrada de dia, eu também. Mas estava preocupada em comprar alguma coisa pra comermos. Muitas vezes nos enfiamos no fim do mundo, onde nao há restaurantes ou possibilidade de comprar alguma coisa. E quer me deixar maluca, é saber que nao há comida quando tenho fome. Enfim, pegamos a estrada já tarde e de mal um do outro. claro que ele fez questao de me deixar péssima, me acusando de tudo. Mas no fim,  nao sei por ele, mas pra mim acho que foi uma das coisas mais lindas que já vi: era lua-cheia, o sol descendo de um lado e a lua crescendo do outro, no meio do deserto, o jogo de cores e a intensidade da luz da lua era tao forte, que iluminava como o sol. Nao sei se minhas palavras sao o suficiente pra descrever a beleza, mas se nao for, imaginem o luar mais lindo da sua vida. Foi igual.

Como já era tarde, tentamos achar uma cidade pra passar a noite. Que por si só já é um desafio, pois cidade é forma de dizer. Muitas vezes as cidades sao tao pequenas, que você nem percebe que esteve nela. Já passamos por "Cidade" com menos de 50 habitantes. Me pergunto se eles trocam a placa toda vez que nasce ou morre alguém! Mas desta vez nao foi tao fácil como da outra vez, em Yellowstone e Grand Teton. Lá ficavamos procurando como barata tonta um lugar seguro pra dormir, seguro nao só contra gente, como guardas, mas também contra os animais selvagens, haviam placas por todo lado: Be bear aware!!! Mas no final, sempre achamos um bom lugar e nos sentiamos seguros. Mas desta vez, ficamos sabendo que além da carteira de motorista internacional, também era preciso a CM alema, sem ela nao podemos dirigir aqui, e essa deixamos lá em casa, sobre a mesa. Ou seja, se a polícia nos controlasse, teríamos um big problem. Da primeira vez, com nosso Hyunday, nao sabíamos de nada, dois bobos, entao ficávamos onde era bom, e deu certo. Por isso meu novo lema: melhor morrer inocente.

Na nossa primeira noite com o Jeep, ficamos num posto de gasolina até fechar, a cidade tinha no máximo 200 habitantes, mas nunca vimos tantos xerifes como nesta noite. Ficamos com um puta cagaco... resolvemos ir pra um hotel de estrada, aqui chamado motel. Na noite seguinte, já no Grand Canyon, nossos planos ainda eram os mesmos, descolar um lugarzinho esperto pra fechar os olhos, porque esticar as canelas dentro do carro nao dá. Estacionamos, como de praxe num lugar movimentado e esperamos pra ver no que dava. Por nossa sorte, um outro casal teve a mesma idéia, estacionou alguns metros do nosso carro. Lá pelas 10 da noite, apareceu do nada um xerife do parque, rodou nosso carro chiquecom luz e tudo, mas parou primeiro no carro do lado, um econômico. Resolvi dar um migué indo até o banheiro, quando ouvi ele pedindo identidades, vistos, etc. Voltei no mesmo passo, entrei de novo no carro e puxamos carona. Deus, meu coracao pulava, do Thomas também. E além de tud o, ele quase atropela um alce gigante! Resolvemos voltar ao lugar mais tarde, o carro do casal ainda estava lá, mas vazio, ai! Por fim, acabamos num posto de gasolina, onde pedi com todo charme se eu e meu cansado marido podíamos passar a noite dentro do carro estacionado ali, foi assim nossa primeira noite no Jeep, mega desconfortável. Entao, decidimos depois disso nao correr muitos riscos, desta vez foram só 3 noites dentro do carro.

Bom, chegamosno Grand Canyon lá já no final da tarde, tivemos a sorte de vermos o por do sol lá. Aliás, por do sol virou nossa especialidade, sempre estamos ali, no lugar mais lindo do dia, no por do sol. Grand Canyon é um lugar muito bonito, especial. Mesmo com tanta gente em por todo lado (li que sao cerca de 1500 pessoas por dia durante todo o ano) há um silêncio, um contimento automático quando se aproxima dele, como se você estivesse diante a uma autoridade. É estranho, todo mundo ali, diante de um buracao, no maior respeito.

Dali fomos em direcao a Canyonslands, na minha opiniao um dos parques mais bonitos que vistamos até agora, e nao foram poucos, como os Arches, que sempre quis conhecer. Vimos tantos parques e reservas, que é dificil assimilar tudo, foram tantas paisagens lindas, de tirar o fôlego mesmo. Utah, onde se econtra a maioria dos parques que vimos até agora, é um Estado muito interessante, lindo. Por onde passamos, nos delumbramos. Parece que o mundo é todo daquele jeito, ora com montanhas vermelhas de perder de vista, ora com planíces desertícas, entao canyons. Sao horas e horas dentro do carro, mas nunca entendiantes, é como se um filme estivesse rodando pela janela. E ainda por cima, estamos no outono. Eu amo esta fase do outono, quando as folhas comecam a ficar amarelas, tudo parece ouro quando o sol bate. E aqui, o sol bate de verdade, o céu é extremamente azul e o constante contraste de mata e rochas, magnifico. Nao sei como dizer, mas acho que meu encantamente é evidente. Este país é especial. Nunca pude imaginar me ouvindo falar assim, e admitindo minha ignorância, por nao saber e nao querer saber como os Estados Unidos realmente sao, tao naturalmente belo.

Diferente da nossa viagem a Yellowstone, Grand Teton, desta vez fez muito calor. Frio de noite e quente, muito quente de dia. É clima de deserto mesmo, seco e quente. Quando chegamos em Las Vegas, na primeira vez, fazia 104°F, incrivéis 40°C. Parece que ligaram um secador de cabelo em cima da cidade, quando bate o vento, é quente e seco. Digo primeira vez, porque estamos de volta a Vegas. Ao chegarmos (em 29/09) fazia 98°F, cerca 34°C às 19h. Hahaha. Voltamos pra devolver o carro e porque o Thomas precisava jogar mais um pouquinho, mais um porquinho e mais um pouquinho. Daqui vamos, talvez, pra Los Angeles. Entao, sobre Las Vegas conto mais, quando nosso tempo aqui rodar na roleta.

A todos

on Montag, 27 September 2010.

Meu povo, amo receber os recadinhos de vocês e saber que estao nos acompanhando.

Assim que der conto melhor nossas aventuras por Las Vegas, Grand Canyon entre outras.

Beijos em todos.

Primeiras grandes experiências nos EUA

on Sonntag, 19 September 2010.

Na Springfield que estive era realmente a dos Simpsons, apeser de nao ser eleita oficialmente, mas da calcada da casa onde ficamos hospedados vi a usina Nuclear onde o Homer trabalha e também lá, na cidade, se produz a cerveja preferida dele, Duff. Nao bebemos pq o bar estava fechado, deixa pra próxima.

Nós estivemos em Springfield por 4 dias. Ficamos na casa de conhecidos do Thomas de quando ele fez intercâmbio há uns 11 anos atrás. Eles sao extremamente legais, atenciosos. Foi um prazer enorme conhecer o Tyler, Jeannie e a vózinha de 94 anos.Mesmos que nunca chegem a ler este blog: OBRIGADA PELOS MOMENTOS COM VOCÊS.

Foi também onde fizemos, o que pra mim foi super especial, programas extremamente americanos, como ir à abertura da temporada College American Football, até entendo regras básicas do jogo que é sim interessante. Depois do massacre do time da casa OREGON contra os pobre coitados do New Mexico por 72 x 0, teve um barbecue com hamburges e salsichas. Incrível, exatamente como nos filmes, por exemplo, com o tio pilotando a churrasqueira a gás com avental, na beira da piscina, parecia que já havia vivido aquilo antes, hehe.

Viver dentro de uma família americana, isso também foi pra lá de especial. Jeannie nos deu camisetas dos Ducks, apelido do time de futebol. Adorei, sou DUCKS de coracao agora.

Jeannie nos deixou na rodoviária, de onde partimos em direcao a Salt Lake City. É uma cidade bem no meio de velho oeste, cercada pelas montanhas secas, como nos filmes - de novo! Também é o local onde há maior concentracao de mórmons dos EUA, cristaos restauracioniosta e também a maior Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos dias. É interessante, por exemplo, nos bares só é permitido servir uma dose de álcool por pessoa e muitos lugares fecham às 16h, além da poligamia ser teoricamente proibida, mas muitos fecham os olhos. A cidade é impecável, tudo, mas tudo mesmo muito limpo, chega até brilhar. O escritório da igreja é maior que o prédio do banco central em Brasília.

Nossa estadia em Salt Lake City foi meio sem sentido, pois decidimos voltar meio um pouco do caminho que fizemos de Springfield até ali e ir a Idaho Falls, onde alugamos um carro. Isso significa uns 500kms aqui e ali, e claro horas sentada dentro do ônibus e de esperas. Por falar em esperas, tivemos que esperar algum tempo na rodoviária e era muito cedo do dia 11 de setembro. Notei que em todos lugares e mídias só retransmitiam notícias e cenas do atentado. Entao passei a prestar a atencao, em todas cidades que passamos havia bandeiras pelas ruas, mas nao assim algumas, às vezes centenas, um atrás da outra e em prédios públicos elas estavam a meio-pau. Fiquei impressionada. Aqui ainda é muito vivo, presente e acredito que ninguém faz questao de esquecer ou se deixar esquecer. Outra coisa que me chamou a atencao: bandeiras e cartazes de boas-vindas para os soldades que estavam voltando do Iraque, vi alguns e como passamos por aeroportos atrás do carro pra alugar, também lá muitos desembarcando. Nove anos depois do inicio da guerra no Iraque, eles voltam, justamente no 11 de setembro.

Alugamos um carro em Idaho Falls, onde comecou nossa viagem em direcao ao Parque Nacional Yellowstone. Que coisa linda! Yellowstone é um vulcao. Um dos maiores do mundo, por onde se passa há fumacas saindo do chao, sao formacoes geológicas incriveis, por causa dos diferentes tipos de minerais e mistura com bactérias as crateras sao também lagos/laginhos com cores surreais, há os géiseres, jorrando água ardente por metros e metros de altura. Animais, como búfalos selvagens, lobos, coiotes, Uapiti, espécio de veado encontrado só aqui e na ásia. Também muitas renas, alces, ursos, diversos pássaros, bom um monte e todos ali, no meio da rua, da estrada, no estacionamente. Yellowstone é um dos parques nacionais mais visitados do mundo, mas é tudo tao bem feito e cuidado, que vc nao se sente mais turista ali. Você se sente na natureza, como ela é.

O carro virou nossa casa, passamos sete dias lá comendo, rodando mais 2300km, dormindo 6 noites, enfim, vivendo nele.  Com ele tivemos mais liberdade, paramos onde queriámos, fomos e voltamos aqui e ali. Foi ótimo, mas passar 6 noites dentro dele, foi pra mim uma prova de fogo, de nervos. Pois tive medo de bicho, de gente, de polícia, sei lá de que, sempre com um olho meio aberto e outro totalmente, ou seja, quase nao dormir. Quando pude tomar banho depois de 5 dias, senti até um arrepio quando a água caiu na minha cabeca. Como é bom tomar banho, como é bom dormir em uma cama com travesseiro. E, ah, como é bom poder ir ao banheiro no meio da noite, sem medo de levar um carrecao de urso. Fora que na nossa noite de estréia estava tao frio, que tivemos que esfregar as janelas pra tirar o gelo de dentro do carro.

Fomos à casa do Bufallo Bill no meio de velho-oste. Jantamos em restaurantes de verdadeiros cowbois, que deixariam os capiau de Barretos e regiao morrendo de inveja. A paisagem também é linda, morros secos, sol brilhando forte de dia e congelando à noite e  interessante contraste com as plantacoes, verdes à base de irrigacao.

Foi ótimo, mas virando a página e seguindo em frente: hoje (18/9) estamos indo em direcao a Las Vegas, meu Deus! Nao sei se vibro com a viagem ou temo pelo nosso pobre dinheirinho.

Nós e o Canadá

on Donnerstag, 02 September 2010.

Foram exatamente 5 semanas no Canada, chegamos dia 25/07 no domingo por volta das 19h. Deixamos o país dia 29/08 também por volta das 19h.Mais de 7400Km percorridos de ônibus (Greyhound), a pé, de Ferry, de carro, etc.

Eu adorei o Canadá, é uma país que tenta preservar sua natureza, deixá-la o lá, como Deus a criou, mas sabe usar isso muito bem pra incrementar a receita do Estado. Nao interessa o que vc queria fazer, se estar em contato com a natureza é seu objetivo, tem que pagar, e caro. Ninguém controla de fato, ou pelo menos nao aconteceu com a gente, mas acho que todo mundo paga. Paga pra estar no Estado, na cidade, no parque, etc. Cada Estado tem seu próprio sistema de imposto, entao vc nunca sabe qual é o preco das coisas.

Mas por outro lado, há banheiros públicos em qualquer lugar, com papel higiênico e sabonte líquido, na maioria das vezes bem limpo. As ruas sao limpas, jardins extremamente bem cuidados. E você se sente seguro.

As pessoas sao super simpáticas, nao encontramos pessoas mau-humoradas, sempre fomos ajudados quando precisamos. Um caso super legal foi, depois da nossa última trilha, chegamos a um estacionamento, no meio do nada, e ali tinhámos que chegar até a cidade, mais ou menos 35km dali, mas pra chegar até a rodovia eram pelo menos uns 5km ladeira abaixo. Eu adoro andar, mas depois de 65km de trilha com bolhas terrivéis em ambo os pés ao meio dia, nao conseguia nem mover a perna. Pessoas, que nos viram, e foram no máximo 5, nos oferecaram ajuda, mudaram caminho só pra nos dar carona ou de alguma forma facilitar nossas vidas. Foi incrível. E, depois de apenas 4 dias nos EUA, posso dizer que as pessoas foram naturais, elas sao assim, legais sem exageros, talvez essa é a diferenca entre os americanos e canadeneses, sao equlibrados, satisfeitos.

Quanto ao lado pessoal, experiência que levo pra vida. Deixei a situacao me levar, deixei as coisas se desenrolarem por si mesmas, nao fiz pressao, nao quis impor do meu jeito isso e aquilo. Quanto as minhas manias, tentei ser mais relax. Viver de albergue em albergue, dormir todo dia com pessoas diferentes no mesmo quarto, ter que usar qualquer banheiro disponível, dividir a pia pra cozinhar, usar panos de pratos imundos e buchas cheia de restos de comida dos outros, me custou algum nervo e asco, mas nem ligo mais, faz parte do jogo e jogo ele. Nao fiquei doente, nao tive dor de barriga, nada. Talvez sempre fui muito estéril, tudo limpinho. Nao que nao seja no futuro, mas sou mais tolerante.Nossa relacao teve muitas baixas, talvez é essa proximidade integral, nao podemos fugir cada um pro seu mundo, estar longe da rotina nos forca a procurar outras, mas é difícil quando a rotina é estar todo dia em lugar diferente, ligar com coisas e pessoas diferentes, ou seja a rotina é nao ter nenhuma rotina. Eu nao estou cansada e nem tenho saudade disso ou aquilo, ainda, vamos tocando.

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Como já mencionei, estamos há uns dias nos EUA, em Seattle. Nao tivemos nenhum probema pra entrar no país.

Eu adorei a cidade, nao é muito grande (+/- 620 mil habitantes), mas incrível pelo número de restaurantes, bares, botiques. Se vivesse aqui torraria meus primeiros sálarios em sair todo dia pra comer fora e engordaria uns 5kg, no mínimo. E ao contrário do Canadá, nao é tao caro. Há um Fish Market bem famoso e fantástico, lá se encontra de tudo pra comer, experimentar, olhar, ah se tivesse dinheiro!!!!

Hoje estamos de partida em direcao Oregon, acreditem ou nao, pra uma cidade chamada Springfield. Em Portland, alguns kilometros dali nasceu Matt Groening, criador dos Simpsons. Entao presumimos que ali seja a inspiracao pra cidade do Homer, Marge, Lisa e Bart. Talvez topamos com eles no meu da cidade, estou torcendo pra isso.

Finalmente pelas montanhas de Banff

on Mittwoch, 01 September 2010.

No meu último texto mencionei que estávamos tentanto há alguns dias ir a Banff para mais uma trilha.

Bom, nós fomos. Banff sempre foi mais ou menos o objetivo principal do Thomas no Canadá, pra mim particularmente já estava mais que feliz por ido a Jasper e lá feito uma das trilhas mais famosas do Canada, e talvez da América do Norte. Eu nem tinha idéia disso, até perceber como as pessoas, que sao ligadas a montanhismo, ficam impressionadas quando ouviam que a fizemos isso e aquilo.

Mas entao, fizemos mais uma trilha e desta vez saindo de Banff com destino a Mount Shark, mais ou menos 65Km, no nosso caminho estava o Mount Assinbione, o qual muitos dizem, que é a montanha usada no logo da Paramounts Films, outros dizem que é bobobagem. Mas eu digo, nao importa o que outros falam, é lindo.

Foi impressionante, depois de mais de 20km de caminhada, que comecou às 8h da manha no centro de Banff com o Thomas bufando como um javali, porque o ônibus estava- pasmem!!!!- 5 minutos atrasado, o menino teve um ataque de nervos me culpando por nao ter entendido direito onder o ponto de partida era, que investimos tanto e agora nao vamos mais, o ônubis nao sai daqui, etc. Faltando 30 segundos para completar eternos 6 minutos de atraso, a van chegou, por minha sorte, a minha vida estava salva. Entramos na van num atropelo, ele me empurrando, num stress, num mau humor e ficamos ali, parados, apertados dentro da van com as mochilas no colo por mais de 20 minutos esperando um chinês que tinha perdido a hora e vinha de taxi. hahahahaha...

Depois do stress da partida em Banff, subimos a uma estacao de esqui, ponto de inicial da trilha. Nesta estacao de esqui havia uma mapa mundi gigante, de uns 5x3m com bandeirinhas de gente do todo mundo que tinha passado por lá, do Brasil ninguém, entao cravei, com bandeira vermelha, Olímpia lá!

Pra comecar a trilha enfrentamos um puta, mega frio, tinha até nevado há poucas horas antes de chegarmos. E a gente viajou horas aqui e ali, dias de albergues em albergues sem ter o que fazer ou pra onde ir, contando centavos, dividindo miojo, porque queríamos melhores condicoes de clima pra fazer a trilha e agora isso: nublado, vento e neve.

Mas fomos em frente, a trilha nos primeiros dias nao teve nada de especial, mas foi longa, mais de 20km em caminhos de pedegrulhos, subidas, descidas horas e horas entre rochas. Eu estava realmente odiando aquilo, mas por outro lado o tempo ao longo do dia foi melhorando e o sol deu a ar da graca, que nao significa que ficou quente, o dia foi frio, as vezes muito frio, o que dificultou pegar no sono ou sair da barraca pela manha, onde tinha uma leve camada de gelo.

Mas vontado ao Mont Assiniboine, quando o vimos, ficamos super felizes, porque é mesmo de tirar o fôlego a paisagem formada pela aquela montanha alta, pontuda, coberta com camadas de gelo, aos pés dela uma lago de águas azuis e tudo verdinho em volta. E Além disso, era ali, nas margens deste lago nosso primeiro acampamento.

Montamos nossa barraca, arrumamos nossas coisas, cada um pegou uma lata de macarracao com carne, esquentou no fogareiro e devourou sem saber que gosto tinha, pois além da fome, estava já super frio de novo e tudo que queríamos era entrar no saco de dormir. Mas por incrível que pareca, muita gente, mas muita gente mesmo gosta deste tipo de aventura, e é sempre quando cozinhamos que falamos com as outras pessoas, trocamos informacoes e cada um conta sua história de onde veio, o que já fez de trilha e isso é impressionante, é um mundo totalmente novo pra mim. Bom, acho que já disse anteriormente, no acampamento nao há água, nem luz, nem nada. Só um quadradinho no chao destinado às barracas, uma mesa ou uma demarcacao, onde pode-se preparada a comida e comer. Nao é permitido comer próximo as barracas, porque o cheiro da comida ou resto atrai ursos, por isso às vezes temos que andar mais de 100m entre a "cozinha" e "quarto". Ah, desta vez havia casinha, ou seja banheiros, e vc nem precisava mirar, tinha um vaso, pra dar a impressao que era uma privada, mas na verdade era um buraco e plumft!

No segundo dia senti que minha botina tinha feito uma bolha, mas achei que isso era só questa de arrumar a meia direito. Coitada de mim, no final do dia, quando tirei meu sapato, meu calcanhar esquerdo já estava sangrando, a bolha já tinha estourado fazia tempo e já estava na carne, o pé direito tinha um comeco de bolha, nao tao ruim. Mas eu ainda tinha dois dias interios de caminhada e mais da metade do caminho pra percorrer, o jeito era aguentar. Com o tempo só piorou, hehe.

Nossa preparacao pra esta trilha foi exemplar, esperamos por melhores condicoes climáticas, planejamos mantimentos, pra nao ser nem de mais por causa do peso, nem de menos, caso de uma emergência. Tudo que levamos foi pensado, nao levamos nenhum quilo a mais do que precisávamos, mas uma coisa nao planejamos, o joelho do Thomas piou no primeiro dia, entao tive que levar mais peso no segundo e por isso, nao só por isso, tive bolhas nos pés que nunca imaginei que fosse possível. É, Deus deu uma volta na perfecao alema de tudo saber e planejar e a máquina humana desta vez pipocou.

Foi duro, mas valeu a pena, a paisagem foi de parar a respiracao, diferente de Jasper, em Banff, era o jogo de cores entre as árvores, o céu de um azul escancarado, as árvores verde e lagos, laginhos e lagoes verdes, azuis, lindos entre as montanhas com neve nas pontinhas. É, tenho que confessar, o tempo melhorou e muito, foram os dias mais perfeitos dos últimos meses, foi o que muitos falaram e é pra acreditar, pois assim que chegamos na rodovia, onde tinhamos que arrumar uma caronha pra nos levar de volta a civilizacao, o tempo comecou a mudar e desde entao, só chove e faz frio em Banff.

VEJAM AS FOTOS!!!!

Naum ca..., nem sai da moita!

on Sonntag, 22 August 2010.

Estamos de volta a Banff, foram mais 12horas de ônibus até aqui, mas sobrevivemos (mais uma noite que nao pagamos hotel!). Nao sabemos ainda se valeu a pena o esforco e o investimento, pois depois de uma noite em acampamento decidimos vir para um albergue, e isso custa money! Amanha (23/8, segunda), será decidido se vamos fazer mais uma trilha e uns 4 dias ou se vamos pros EUA. Esperamos que o tempo melhore e possamos por o pé na estrada.

Estou em falta com o texto sobre Vancouver, mas quero só adiantar, que foi muito interessante. Eu nao conheco NY nem Londres, entao posso falar que nunca vi uma concentracao de gente tao diversificada, em tudo, desde a forma de vestir, a língua que fala, o jeito que se comporta. A cidade em si nao é lá essas coisas, mas as pessoas que vivem aqui, ou estao por aqui, fazem do lugar algo singular. Adorei, passei horas e horas andando de um lado pro outro na rua, só observando.

Quanto a Banff, o lugar nao é lá essas coisas, é uma cidade fundada por turistas, entao é feita pra turista, uma rua cheia de lojas vendendo souvenirs, restaurantes caros, etc. Espero que a natureza tenha mais a nos oferecer.

Ludimila

Neste espaço quero deixar minhas impressões, registrar minhas experiências e dividir minhas/nossas descobertas. Contar, sempre que der, como estamos no virando, nos divertindo ou nos irritando. No site principal, meio caótico com a mistura do alemão com o português e intervenções em inglês, vamos dar a versão oficial da viagem, com fotos, infos, etc. de onde e como estamos. Talvez podemos inspirar alguns amigos a botarem a mochila nas costas também. Então, vamos nessa!

Comentários

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