Os lindos parques nacionais nos EUA

on Freitag, 01 Oktober 2010.

Quero contar uma coisa super fofa: no aerporto de Salt Lake City, enquanto Thomas e eu, como sempre, estávamos de bico virado um pro outro por qualquer motivo besta, vi uma cena super romantica, brega, mas romantica. Estava comendo meu muffin escondida atrás de um quiosque, onde vi um casal. A menina tinha acabado de desembarcar e ele a recebeu com uma rosa vermelha, se beijaram, se falaram. De repente, o menino se ajoelha, tira do bolso um anel de brilhante, no meio do areporto e eu li nos seus lábios: do you wanna merry me? Ela: what? What? Are you serious? What? Yes, Yes. Tao fofo, ele estava tao nervoso, ela meio chocada, meio boba. Foi lindo, fiquei até arrepiada. Mais uma cena que se vê nos filmes americanos, a vida retrada como ela realmente é.

Mas mudando de assunto. No meu último texto disse que estávamos indo em direcao a Las Vegas. Bom, fomos e voltamos.

É so seguinte, estivemos durante 4 dias em Vegas (volta a Las vegas em outro text, LV é um tema a parte). Lá alugamos um carrao, um Jeep Liberty, preto, tao chique. Mas que consumiu um horror de combustível. Por nossa sorte, estamos nos EUA. Deu até pra entender essa obsessao dos amis por petróleo, aqui é relativamente barato, pois a populacao depende muiito dele: tudo é bem longe e a maioria faz questao de ter carroes, pick ups e jeeps. Nao sei o preco da gasolina no Brasil, aqui o litro sai por volta de 2,20 reais, na Alemanha +/- 4,30 reais. Quer dizer, a metade. o Thomas aproveitou. Eu nao pude dirigir, mas banquei a madame do lado.

Com o nosso super mega Jeep fomos ao Grand Canyon. Pra chegar até lá tivemos que pegar a Route 66. Nao é piada, pegamos a estrada no final do dia. Essa foi mais uma razao pra briga: O Thomas queria muito atravessar a estrada de dia, eu também. Mas estava preocupada em comprar alguma coisa pra comermos. Muitas vezes nos enfiamos no fim do mundo, onde nao há restaurantes ou possibilidade de comprar alguma coisa. E quer me deixar maluca, é saber que nao há comida quando tenho fome. Enfim, pegamos a estrada já tarde e de mal um do outro. claro que ele fez questao de me deixar péssima, me acusando de tudo. Mas no fim,  nao sei por ele, mas pra mim acho que foi uma das coisas mais lindas que já vi: era lua-cheia, o sol descendo de um lado e a lua crescendo do outro, no meio do deserto, o jogo de cores e a intensidade da luz da lua era tao forte, que iluminava como o sol. Nao sei se minhas palavras sao o suficiente pra descrever a beleza, mas se nao for, imaginem o luar mais lindo da sua vida. Foi igual.

Como já era tarde, tentamos achar uma cidade pra passar a noite. Que por si só já é um desafio, pois cidade é forma de dizer. Muitas vezes as cidades sao tao pequenas, que você nem percebe que esteve nela. Já passamos por "Cidade" com menos de 50 habitantes. Me pergunto se eles trocam a placa toda vez que nasce ou morre alguém! Mas desta vez nao foi tao fácil como da outra vez, em Yellowstone e Grand Teton. Lá ficavamos procurando como barata tonta um lugar seguro pra dormir, seguro nao só contra gente, como guardas, mas também contra os animais selvagens, haviam placas por todo lado: Be bear aware!!! Mas no final, sempre achamos um bom lugar e nos sentiamos seguros. Mas desta vez, ficamos sabendo que além da carteira de motorista internacional, também era preciso a CM alema, sem ela nao podemos dirigir aqui, e essa deixamos lá em casa, sobre a mesa. Ou seja, se a polícia nos controlasse, teríamos um big problem. Da primeira vez, com nosso Hyunday, nao sabíamos de nada, dois bobos, entao ficávamos onde era bom, e deu certo. Por isso meu novo lema: melhor morrer inocente.

Na nossa primeira noite com o Jeep, ficamos num posto de gasolina até fechar, a cidade tinha no máximo 200 habitantes, mas nunca vimos tantos xerifes como nesta noite. Ficamos com um puta cagaco... resolvemos ir pra um hotel de estrada, aqui chamado motel. Na noite seguinte, já no Grand Canyon, nossos planos ainda eram os mesmos, descolar um lugarzinho esperto pra fechar os olhos, porque esticar as canelas dentro do carro nao dá. Estacionamos, como de praxe num lugar movimentado e esperamos pra ver no que dava. Por nossa sorte, um outro casal teve a mesma idéia, estacionou alguns metros do nosso carro. Lá pelas 10 da noite, apareceu do nada um xerife do parque, rodou nosso carro chiquecom luz e tudo, mas parou primeiro no carro do lado, um econômico. Resolvi dar um migué indo até o banheiro, quando ouvi ele pedindo identidades, vistos, etc. Voltei no mesmo passo, entrei de novo no carro e puxamos carona. Deus, meu coracao pulava, do Thomas também. E além de tud o, ele quase atropela um alce gigante! Resolvemos voltar ao lugar mais tarde, o carro do casal ainda estava lá, mas vazio, ai! Por fim, acabamos num posto de gasolina, onde pedi com todo charme se eu e meu cansado marido podíamos passar a noite dentro do carro estacionado ali, foi assim nossa primeira noite no Jeep, mega desconfortável. Entao, decidimos depois disso nao correr muitos riscos, desta vez foram só 3 noites dentro do carro.

Bom, chegamosno Grand Canyon lá já no final da tarde, tivemos a sorte de vermos o por do sol lá. Aliás, por do sol virou nossa especialidade, sempre estamos ali, no lugar mais lindo do dia, no por do sol. Grand Canyon é um lugar muito bonito, especial. Mesmo com tanta gente em por todo lado (li que sao cerca de 1500 pessoas por dia durante todo o ano) há um silêncio, um contimento automático quando se aproxima dele, como se você estivesse diante a uma autoridade. É estranho, todo mundo ali, diante de um buracao, no maior respeito.

Dali fomos em direcao a Canyonslands, na minha opiniao um dos parques mais bonitos que vistamos até agora, e nao foram poucos, como os Arches, que sempre quis conhecer. Vimos tantos parques e reservas, que é dificil assimilar tudo, foram tantas paisagens lindas, de tirar o fôlego mesmo. Utah, onde se econtra a maioria dos parques que vimos até agora, é um Estado muito interessante, lindo. Por onde passamos, nos delumbramos. Parece que o mundo é todo daquele jeito, ora com montanhas vermelhas de perder de vista, ora com planíces desertícas, entao canyons. Sao horas e horas dentro do carro, mas nunca entendiantes, é como se um filme estivesse rodando pela janela. E ainda por cima, estamos no outono. Eu amo esta fase do outono, quando as folhas comecam a ficar amarelas, tudo parece ouro quando o sol bate. E aqui, o sol bate de verdade, o céu é extremamente azul e o constante contraste de mata e rochas, magnifico. Nao sei como dizer, mas acho que meu encantamente é evidente. Este país é especial. Nunca pude imaginar me ouvindo falar assim, e admitindo minha ignorância, por nao saber e nao querer saber como os Estados Unidos realmente sao, tao naturalmente belo.

Diferente da nossa viagem a Yellowstone, Grand Teton, desta vez fez muito calor. Frio de noite e quente, muito quente de dia. É clima de deserto mesmo, seco e quente. Quando chegamos em Las Vegas, na primeira vez, fazia 104°F, incrivéis 40°C. Parece que ligaram um secador de cabelo em cima da cidade, quando bate o vento, é quente e seco. Digo primeira vez, porque estamos de volta a Vegas. Ao chegarmos (em 29/09) fazia 98°F, cerca 34°C às 19h. Hahaha. Voltamos pra devolver o carro e porque o Thomas precisava jogar mais um pouquinho, mais um porquinho e mais um pouquinho. Daqui vamos, talvez, pra Los Angeles. Entao, sobre Las Vegas conto mais, quando nosso tempo aqui rodar na roleta.

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Ludimila

Neste espaço quero deixar minhas impressões, registrar minhas experiências e dividir minhas/nossas descobertas. Contar, sempre que der, como estamos no virando, nos divertindo ou nos irritando. No site principal, meio caótico com a mistura do alemão com o português e intervenções em inglês, vamos dar a versão oficial da viagem, com fotos, infos, etc. de onde e como estamos. Talvez podemos inspirar alguns amigos a botarem a mochila nas costas também. Então, vamos nessa!

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